Sessões de Jogo


Sessão #01
O jovem filho do ferreiro Jorah decide ter como objetivo maior em sua vida, o término da guerra. Sua obsessão por freiar o derramamento de sangue entre Humanos e Elfos se deu pela morte desastrosa de sua querida mãe. Desde então, Jaqen Hghar treina motivado pelas lembranças boas de sua mãe e espera um dia poder levantar sua espada em nome da paz entre as raças, pois sabe que a cada dia de batalha inocentes pagam com seu sangue e dor.

DIA 16/04/2012 | 22hs às 23:30hs
À mando de seu pai, Jaqen partiu rumo ao outro lado da cidade para comprar mais grampos de ferro (penas peças necessárias para a armação das armaduras que ele constrói). Obediente e prestativo, o jovem saiu logo cedo. Durante as poucas horas que caminhou, pode ver o quão bela é a cidade onde vive: torres altas (algumas ligadas por passarelas ornamentadas), ruas de pedras bem encaixadas, pessoas bem vestidas, o enorme teleférico que leva pessoas da parte baixa até a parte mais alta da cidade cortando os céus e muitas outras coisas que para Jaqen eram apenas imagens projetadas e imaginadas na sua cabeça quando sua mãe lhe contava sobre a cidade de Súrian (principal cidade do reino).

Depois de algumas horas de percurso, Jaqen se depara com algumas dezenas de soldados que marcham rumo ao portão principal da cidade, pareciam estar indo para o combate. Isso o intrigou e o faz querer saber mais detalhes sobre o que realmente estava acontecendo. Ele se virou para um dos homens montado em um belo cavalo e perguntou sobre o que estava havendo. O homem por sua vez, respondeu da maneira que Jaqen já esperava: são soldados que de fato estão indo em direção ao campo de batalha, ao que parece alguns inimigos (Elfos, é claro) estão se aproximando do limites do reino, e isso é algo que não pode acontecer.

Muito gentil, o homem que trocou palavras com Jaqen, ofereceu para levá-lo até o posto de alistamento e cadastrá-lo para fazer parte do grupo de defesa da cidade, caso seja aprovado nos treinamentos. O jovem aceitou e então se comprometeu a estar presente nos dias de treinamento.

Após ter recebido o papel comprovante de seu compromisso, Jaqen seguiu a missão dada pelo pai. Continuou sua caminhada até a parte Norte da cidade passando pelo grande centro comercial: feirantes gritando, nobres comprando, ladrões roubando... Tudo o que é comum e normal em todo centro, também acontecia ali. Minutos depois de ter visto o último feirante e sua barraquinha, Jaqen chegou enfim, à loja do Anão rabugento. Assim que entrou, logo viu o sujeito baixinho de barba grande atrás do bolcão que lhe perguntou o que desejava, em tom arrogante. Jaqen revelou sua necessidade e em poucas palavras já saiu da loja com cinco pequenos pacotes de grampos, nos tamanhos e pesos que seu pai costuma usar. Tão logo partiu de volta à sua humilde casa.

O tempo fechado trouxe nuvens carregadas e um vento gelado, que rapidamente fizeram a chuva cair. Com a chuva, muitas pessoas se recolheram e até mesmo o centro comercial super movimentado, deu lugar a um vazio sombrio e frio. Jaqen apressou os passos, mas enquanto passava num beco pode perceber que alguém o seguia. No exato momento em que se virou, uma pessoa pulou do telhado bem atrás dele, a tentativa de surpreende-lo foi frustada por sua percepção. Após uns segundos de atenção, Jaqen notou que se tratava de uma criança, pois sua estatura revelava isso, apesar de seu rosto estar coberto por um capuz. Mesmo ciente de que seria atacado, Jaqen não foi rápido o suficiente e o pequenino o atacou primeiro, usando uma de suas cimitarras ele partiu pra cima de Jaqen, que prontamente o bloqueou com sua espada longa, e foi iniciado o combate. Alguns segundo depois, restava apenas o corpo do pequeno no chão, Jaqen levantou o capuz e pode ver que se tratava de um Meio-Elfo com aparentemente 12 ou 13 anos. Resolveu recolher seus pertences e voltar para casa.

Horas depois, Jaqen estava sentado à mesa junto de seu pai, degustando um delicioso chá de Marttila enquanto lhe contava sobre sua aventura na cidade. Não revelou sobre a morte do pequeno Meio-Elfo, é claro.

. . .
Nos dias seguintes, Jaqen apenas trabalhou ao lado de seu pai durante as manhas, e à tarde treinou duro e bravamente com outros iniciantes. Sete semanas se passaram e o teste final para a aprovação no exército estava chegando, será daqui a dois dias. E cansado de tanto trabalho e esforço, resolver ir com seu amigo Maltos até fora dos muros da cidade à procura de algo diferente, algum desafio talvez.

Seguindo paralelo ao rio, os dois amigos avistam o que parecia ser uma fogueira e resolvem então, investigar mais de perto do que se tratava. Já próximos ao local, notaram que realmente se tratava de uma fogueira ainda acesa e uma bela carruagem estacionada ao lado. Jaqen decidiu olhar dentro do transporte e viu que havia uma mulher caída no chão, só quando entrou percebeu que ela estava desacordada, ainda respirava, mas não respondia às suas palavras e nem a água que foi jogada em seu rosto. Sem muita saída, os dois decidiram leva-la para dentro da cidade e procurar alguém médico. Colocam a mulher sobre o cavalo e o guiaram pela corda rumo a cidade novamente. Minutos depois, avistaram uma carroça que se aproximou rapidamente. Um homem de mais idade logo pulou no chão e correu em direção a eles. Este dizia ser o esposo da mulher e agradeceu ao saber que estavam preocupados com ela e que iriam leva-la para a cidade. O homem se chamava Icaro e lhes ofereceu carona em sua carroça até a cidade. Os dois jovens aceitaram e durante o caminho, Icaro explicou que ele e sua esposa são de Vilghor e que ela possivelmente estaria envenenada. Uma história intrigante, mas como o dia do grande teste estava chegando, Jaqen preferiu voltar para casa e descansar...

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